domingo, 27 de março de 2011

Autoria de Manuela Dutra

COM A PALAVRA: ELA

Uma lâmpada que acende

Uma luz que ilumina

Um brilho na mente

Um lance que alucina


Assim eu chego, de repente

Numa conversa de esquina

Num papo de demente

Sem muita disciplina


Mas aquele que me sente

E não me deixa à surdina

É um tipo inteligente

Que nem sempre raciocina


É sujeito diligente

Que às vezes te azucrina

Ele pensa diferente

Sem usar da cocaína


Larga de ser exigente

Para e pensa, examina

Nesse plano delinqüente

Pode ter muita propina


E se não for suficiente

Esse apelo de sovina

Só se deve ir em frente

Se o plano te fascina


Mas se o sujeito for doente

Igual uma tal de Medéia

Mudo assim, de repente

A rima dessa epopéia


Ainda sobre essa gente

Que chega a dar dispnéia

Sai de perto calmamente

Não existe panacéia


Posso não ser coerente

Mas não trago cefaléia

E não ser experiente

Mas encanto uma platéia


Porque, pra mim, ser envolvente

Uma fabulosa odisséia

É nunca pensar evidente

É ser sempre uma estréia


E pra acabar surpreendente

Vou de onomatopéia

Sou seu subconsciente, “tchan tchan tchan!”

Me chamam de “Puta Ideia.”